A propósito do Dia dos Namorados...
Quando eu namorava, (belos tempos...) não existia o Dia dos Namorados.
Não era preciso.
Não era celebrável.
Ninguém sabia que esse dia existia ou viria existir
Todos os dias namorávamos, de mãos dadas, olhar brilhante que tudo dizia, beijos quentes partilhados, algures num jardim ou recanto pacifico...
Era esse esconde e ama que fazia a paixão arder...
Que nos deixava sem norte, mas com a certeza que era verdade.
Celebrar o amor era num dia qualquer...
Para quê, se podíamos fazê-lo sempre que estávamos juntinhos?
O riso sentido, as carícias inocentes, mas carregadas de algum erotismo... tão novos, tão lindos e tão apaixonados.
Verdade que não há como o namoro...
Por isso que se dane o S. Valentim e os coelhos com corações e as matrafonas de pano com um I Love You estupido colado ao peito...
Namorem...
Por aqui
por ali
em qualquer lugar
em qualquer jardim.
Luísa
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